Todos nós gostamos de muita coisa. De muitas pessoas. De muitas situações. Por vezes esquecemo-nos é que, se gostamos, temos que cuidar. A começar por nós mesmos. Porque para gostarmos do que quer que seja, ou de quem quer que seja, temos primeiramente que gostar de nós próprios. E claro que temos que cuidar de nós. Porque se não cuidarmos, a nossa energia vai-se esgotando. E cada vez se vai tornando mais pesada qualquer tarefa. Mesmo a mais sublime de todas, que é Amar. Tudo passa a custar o dobro, o triplo do esforço. E aquilo que deveria ser um prazer passa a ser um suplício, uma tortura. O que nos deveria pôr a vibrar com o universo, põe-nos a lutar contra ele. E o esforço vai aumentando, e a capacidade de ver vai diminuindo. Cada decisão é tomada no meio de um nevoeiro cerrado, e com isso, entramos num jogo de roleta russa contra nós mesmos. Tiros no escuro. Em que inevitavelmente saímos a perder. Porque o universo, na sua perfeição, percebe que precisamos parar, e espeta-nos uma qualquer contrariedade que nos obriga a isso. Quando teimamos em não ouvir, limpam-nos os ouvidos. Metaforicamente falando.
Se pareceu confuso, dou um exemplo mais prático. Ou melhor, até dou dois:
Para quem gosta de andar de bicicleta... É óptimo, não é. Aquela sensação de dar umas pedaladas e a bicicleta voar. A sensação do vento nos cabelos. Maravilhoso!!! Pois é. Se a bicicleta estiver em condições. Se não cuidarem dela, a corrente enferruja, os pneus esvaziam. E aquilo que era um prazer torna-se um esforço tão grande que nem conseguimos apreciar.
Para os que não dispensam o carrinho, vale o mesmo. Não entrando em pormenores mais técnicos, basta pensarem que se não controlarem a pressão dos pneus, o consumo de combustível dispara. E todos sabemos como está caro. E depois não há fortuna que aguente. E eventualmente o carrinho terá que ficar em casa. Demasiado esforço.
Tudo isto para dizer: Amem. Muito!!! A tudo e a todos. Mas antes disso... Adorem-se a vós próprios. Respeitem-se. Cuidem de vocês. Só assim, poderão abrir os braços ao mundo, e... Amar! Verdadeiramente...
K.