terça-feira, 4 de março de 2008

Indiferença

Vivo na escuridão,
Num pequeno buraco do mundo.
Quero sair, quebrar as correntes
Saltar para fora,
Ver a luz...

Vivo num mundo de mentira,
Queria viver no real.
Queria arrancar a tristeza
Da minha alegria.

Queria...

Mas querer não é poder.

Não posso saltar,
Rir ou chorar
Por causa das malditas
Malhas da humanidade.

Temos de nos comportar
De uma maneira aceite
Pela sociedade.

E para isso
Temos que permanecer sérios,
Inalteráveis.
Conhecer todos
Sem chegar a conhecer ninguém.

Eu tento... Mas não consigo.

E no escuro do meu quarto
Rebento...
Solto a raiva, a alegria,
A tristeza e o amor.

Porque cá fora
Não choro, não amo
Não rio, e não me enfureço.

Sou só indiferente
A todos os estimulos exteriores
Para tentar ser aceite.


K