domingo, 7 de dezembro de 2014

Desilusões

Quase a chegar o fim do ano...
Começamos a fazer uma retrospectiva do que aconteceu,
A deixar para trás o que tem que ficar para trás...
Para abrir espaço para o que desejamos para o ano que vem.
Este que está a acabar foi o ano das desilusões...
Por todo o lado!
Em frases que apareciam por todo o lado,
Em atitudes que pura e simplesmente não entendi
Reacções que não esperava
De quem nunca imaginei ser possível.
E o giro da "coisa"...
É que toda a vida detestei desilusões.
E agora...
Adoro-as!!!
Adoro desiludir-me...
É só sinal que não estou mais iludida!
Uma das frases que mais mexeu comigo foi:
"A amizade é como um bom café,
Depois que esfria, nunca mais se aquece sem perder o sabor..."
Afinal a amizade é o quê, senão
Um relacionamento em constante construção?
Se não estamos a construir ela não cresce
Mas também não se destrói.
Se as bases forem sólidas, aquela estrutura não desaba.
E sempre que a vida permite, colocamos mais uns tijolos
Bem cimentados, para que cresça sempre forte e segura
A amizade não é um prédio que se quer construído às pressas
A mim basta-me que seja uma casinha modesta e segura.
A outra frase foi esta:
"Quando alguém te desilude até podes perdoar
Mas as coisas nunca mais são as mesmas..."
E sabem que mais?
Têm toda a razão!
Depois de uma desilusão nunca mais nada é a mesma coisa!
É MELHOR!!!
Gosto mesmo de saber que alguém não é perfeito...
Para me sentir melhor com as minhas próprias imperfeições!
Gostei de saber que os que me rodeiam não são perfeitos
Descobrir que também erram e que também sentem.
O verdadeiro vencedor não é o que nunca cai
É aquele que teima em levantar-se depois de cada queda.
Doeu-me muito a desilusão
Mas era mais difícil viver iludida!
Experimentem gostar de alguém perfeito...
É desesperante...


K.

sábado, 6 de dezembro de 2014

"Dioguices"

A mais velha e o mais novo estiveram doentes.
Febres altas a acompanhar a fruta da época: gripe.
Três dias sem escola, claro está!
Ora, logo o menino do meio se manisfestou:
Bolas mãe, porque é que me tiveste de fazer imune às doenças?!
Eu também quero estar doente para não ir à escola!
E assim  foi nos três dias que os irmãos não foram à escola...
Ao terceiro dia lá lhe foi feita a vontade...
E ficou doente!
Só que ao terceiro dia já não era dia de escola...
E além do fim de semana ainda há mais um feriado...
Então ele tem três dias para ficar doente à vontade...
E quando for dia de escola outra vez,
A doença já lhe passou e ele poderá voltar.
Ficou a lição...
Cuidado com o que pedes
Pode muito bem ser que o tenhas...
Quando menos te fizer falta!
( Abençoadas as coisas que ensinamos e aprendemos com as crianças )

K.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Gosto... Pronto!!!

E a verdade é esta:
Gosto de pessoas...
De umas mais que outras é certo
Mas gosto mesmo...
De pessoas!
E pelos vistos gosto mesmo para sempre
Pelos vistos Amo mesmo pessoas
É tão bom conhecer
Descobrir
Saber o que têm por dentro
E apesar de haver coisas que nos tiram do sério
Amá-las mesmo assim
Ou talvez por isso mesmo
Por todas as coisas que nos irritam
Que são as mesmas que nos fazem gostar tanto delas.
O que continua a ser menos fácil é deixá-las ir
Quando descobrimos que para serem felizes
Precisam de seguir caminhos diferentes dos nossos
E porque as Amamos queremos que sejam felizes.
Continua a ser difícil partir ou deixar partir
Mas pelo menos eu sei que isso não me faz Amar menos
Faz-me só Amar diferente
E o melhor do mundo é quando descobrimos que
Quem Amamos está feliz
Perto ou longe...


K.




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Vitória?!?!

Olha...
E não é que consegui?!
Afinal os sonhos estão ao nosso alcance...
Tudo nos é possível...
Precisamos é de alguém
Que nos diga que vamos ser capazes
Que fique connosco
Que ache que merecemos ser felizes
Para nós por consonância fazermos igual
O ser humano nasceu para ser feliz
E fazer os outros felizes
Eu estou feliz com esta "pequena" vitória
Desejo vitórias a todos os que me rodeiam
Mas também sei que para se alcançar vitórias
É preciso saber aceitar TODAS as derrotas
Que não são mais que o Universo a levar-nos para o sítio certo
Eu estou feliz
O segredo é saber quem REALMENTE fica feliz com isto
E quem acha que eu só mereço limões da vida
E tu?
Ficas feliz?


K.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Com outros olhos...

Não muda o que acontece...
O que acontece é sempre igual,
O que muda é o nosso olhar sobre as coisas.
Perante o mesmo horizonte
Passamos a ter um olhar mais distante.
Vendo de perto demais
Fica tudo mais desfocado.
É quando nos distanciamos
E passamos a ver o todo
Que as peças do puzzle se encaixam.
Passa a estar enquadrado.
Não é mais uma situação isolada
E por isso faz mais sentido.
E só quando faz sentido,
Só quando olhamos com olhos de VER
É que passamos a ter finais diferentes
Para as mesmas histórias de sempre...


K.



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Para que conste...

Só para que conste...
Catarina... O meu nome é Catarina...
Agora que já sabes...
Prometes que não te esqueces?


K.

domingo, 26 de outubro de 2014

Sem regras...

- Sabes mãe?...
- Diz, filho...
- A partir de hoje quero viver numa casa sem regras...
- Ai sim?...
- Sim, mãe... Agora já não quero mais regras nesta casa...
- Ahhhhh...
....
....
....
- E sabes porque é que eu não quero mais regras nesta casa?
- Não, filho, diz lá...
- Para poder jogar quando me apetecer, comer quando me apetecer, ficar acordado toda a noite...
- É para isso que não queres ter regras?
- Sim mãe... Pode ser ?
- Não, meu amor, não pode.
( Mas o que me apeteceu dizer foi: Sim meu querido, a partir de agora não há mais regras...)


K.

sábado, 25 de outubro de 2014

E os outros pobres...

- Olha, tens uma lanterna?
- Não... Acho que não...
- E tens alguma coisa coisa que brilhe?
- Acho que se arranja por aí qualquer coisa...
....
....
....

- Todas as pessoas têm lanterna... Menos tu e os outros pobres...
- A minha lanterna não é como as outras... É como as lanternas de antigamente...
- Posso ver como é?
- Claro que sim...

( Senti-me tão rica ! )


K.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Como é que fazes?...

Pergunto-me sempre...
Como é que fazes para saber o que preciso ouvir?
Como é que adivinhas tão prontamente que preciso saber de ti?
E o que te faz sussurrar-me ao ouvido exactamente o que te quero dizer?
É como se existisse um universo paralelo
Onde já conversámos
Onde as nossas mãos já se encontraram
Em que os nossos braços já se cruzaram em abraços
E no qual não precisamos dizer nem fazer absolutamente nada
Para que tudo seja dito
Para que tudo seja sentido
Para que tudo seja feito.
Na terra dos sonhos...
Já somos eternamente perfeitos.
Quando estou acordada...
Aproveito a caducidade da imperfeição!


K.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sim, aceito...

Primeiro é só uma suspeita...
Depois, é uma pequena impressão...
Passado um tempo faz parte de nós...
E quando damos por isso
Estamos a viver 
Estamos a sorrir
Estamos a aceitar que faz parte
E que já nem faz sentido 
Fazer de conta que não existe.
Assim é o Amor
Aparece de onde menos se espera
E exactamente quando estamos a pensar noutra coisa qualquer
De repente sei que a minha vida passa por ti
Só não sei muito bem como...
Mas ai de mim se não descubro!

K.

domingo, 28 de setembro de 2014

Ufa...

Mais uma tempestade que acabou...
Só mais uma, por certo virão muitas mais.
A vida é mesmo assim, feita de altos e baixos.
Viver lá no alto é fácil
Mas é realmente nos momentos de luta 
Que nos apercebemos do real valor das coisas
O REAL VALOR!!!
O real valor de um abraço
O real valor de um carinho
O real valor de nos sentirmos amados
E que é bom sonhar
Mas o melhor mesmo é manter os pés assentes na terra
E sim, continuo a sonhar
Mas enquanto os sonhos não chegam
Dou valor ao que realmente interessa
Dou valor ao que os céus acham que mereço agora...
Quanto aos sonhos
Luto por eles, da maneira que sei e posso.


K.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tempestade...

Já viram lá fora?
A chuva que desaba do céu?
A trovoada que parece fazer tremer o chão?
A pergunta é...
O que fazem com a tempestade?
Há não muito tempo atrás
Isto era o suficiente para me esconder debaixo dos cobertores´
Enfiar a cabeça debaixo da almofada
Trancar portas e janelas,
E simplesmente esperar que passasse.
Esperar que o sol voltasse a brilhar.
Até ao dia em que me forcei a enfrentar o medo...
Encarar a tempestade,
E ter coragem para a sentir...
Foi uma sensação tão boa,
Que comecei por sentir paz.
Depois começou a crescer o frenesim nos pés
E de repente, não mais que de repente
Comecei a dançar.
Quando danço não tenho medo de nada.
Fiquei encharcada sim
(Como ser humano que sou, também me molho )
Mas também fui das primeiras a ver o arco-íris
Quando o sol deixou de se esconder...


K.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Apeteceu-me...

Mudei...
Porque só os obtusos não mudam...
Só os derrotados não se adaptam...
Só os ignorantes acham que já sabem tudo...
Por vezes é preciso dizer adeus ao velho,
Para que o novo nos possa dizer olá.
Estou aqui
Sou exactamente a mesma
Completamente igual
E totalmente diferente 
Do que era quando comecei a escrever aqui.
O que é que me deu para mudar?
Sei lá...
Apeteceu-me!...


K.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Feliz?...

És feliz?
Sim, sou.
És feliz, ou tens momentos de felicidade?
Sou feliz! Tenho é uns momentos parvos
Em que, em vez de agradecer tudo o que a vida me trouxe de bom
Me perco em lamúrias por aquilo que não consegui.
Mas o que realmente vale a pena
Está cá
Conseguimos!...
Ou melhor, vamos conseguindo
Nunca nada está completamente ganho
Ou totalmente perdido
E o que vai embora
É o que tem mesmo que ir...
E o que fica
Preenche-nos o coração...


K

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quando choram...

Uma bebé chorava. 
Chorava ininterruptamente. 
Durante bastante tempo. 
Tanto que dava ideia que já não conseguia parar.  
Peguei nela ao colo, e ela continuou...
Tentei conversar suavemente com ela, e nada.
Levei-a a dar uma volta, e mesmo assim ela não se calou!
Até que, com uma voz firme mas suave disse-lhe simplesmente:
Pronto, agora já chega de chorar
Podes parar!
Ela parou, surpreendida
E aí aproveitei para a abraçar
Para lhe dizer que ía ficar tudo bem
Aninhei-a no meu colo 
E comecei a cantar uma canção de embalar
Lentamente ela adormeceu
E mesmo a dormir ainda soluçou por mais um tempo
Mas parou de chorar
E adormeceu.
Era uma bebé pequenina
Mas tenho para mim que é disto que até os crescidos às vezes precisam...


K.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O melhor das férias...

Já acabaram...
Foram boas.
Tiveram os seus momentos.
Entre o campo e a praia como manda o figurino.
Muito tempo para passear.
Pôr as ideias em ordem.
Preparar-me para mais um ano de luta.
Mas só mesmo para isso.
Porque o melhor das férias, continua a ser o "voltar"...
O voltar à minha casa que conheço como a palma das minhas mãos...
Voltar ao meu trabalho que amo e pelo qual tanto tenho lutado...
Regressar aos braços e sorrisos que me acolhem sempre...
Continuar a escrever o que me vai na alma, para todos os que gostam de ler...
E tornar a dançar e dançar como se não houvesse amanhã...
Para mim as férias são só uma pausa,
A "noite" anual para retemperar forças
(Re)definir objectivos
Para voltar para a vida que tanto adoro.
Porque na minha vida está absolutamente TUDO o que preciso.
Nem mais nem menos!!!
Obrigada


K.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Quando os minutos de tornam horas...

Os segundos parecem minutos...
Os minutos parecem horas...
Ou melhor, cada instante parece uma eternidade.
E o meu coração
(Até aqui a aguentar-se mais ou menos estoicamente)
Simplesmente explodiu.
Rebentou.
Disseram-me um dia que a vida testa-nos de duas maneiras
Ou não acontecendo coisa nenhuma
Ou acontecendo tudo ao mesmo tempo.
De uma maneira ou outra
É sempre quando a vida nos testa
Que descobrimos pelo menos DUAS coisas
A primeira é a verdadeira força que temos
A segunda é quem está verdadeiramente a nosso lado.
Obrigada por mais uma prova, vida
Espero tê-la passado da melhor maneira.
Com mais ou menos lágrimas à mistura.


K.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Quase a chegar aos 4000

Muito obrigada pelas 3999 visualizações...
Literalmente a UM passo das 4000.
Vais ser tu a dar esse passo?
Obrigada.
Espero que se sintam tão bem a ler como eu a escrever

Um beijo grande e um abraço do tamanho do mundo
A todos os que passam por aqui


K

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Quando dói...

De manhã doía-me
Doía-me muito
Tudo...
O corpo e a alma
Até que cheguei ao trabalho
E aí dei de caras com as dores de outro alguém.
De repente, esqueci-me das minhas dores
Essas já não interessavam nada
Desapareceram
Desvaneceram-se na dor do outro
Que com toda a certeza era muito maior que a minha
Existirá comparativos para a dor?
O que dói ao outro vai-me doer a mim?
Não sei...
E neste caso, não estou mesmo interessada em saber
Só sei que me apercebi mais uma vez
Que sou verdadeiramente feliz
E que os céus me presenteiam a cada dia que nasce.
Obrigada


K.

sábado, 5 de julho de 2014

Deixar ir...

Não se sabe bem quando, nem porquê...
Mas existe um momento,
Num suspiro, numa certeza
Numa aceitação vitoriosa
Em que se deixa ir.
E é maravilhoso.
Porque é nesse momento
Que percebemos tudo o que fizemos
Bem e menos bem
E aceitamos o que chega
Tal qual como chega.
É assim, e não poderia ser de outra maneira
Sem arrependimentos
Sem mágoas
Foi como foi
E não poderia ser de outra maneira
Obrigada por me teres amado
Obrigada por me teres feito tão feliz
Até teres deixado de me amar


K.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A melhor arma...

A melhor arma contra o mal que nos fazem, é o bem que fazemos em troca.
E esta é a frase que mais custa a entender a muito (boa) gente...
E eu continuo a explicar, todas as vezes que for necessário.
Todo o mal que fazemos volta para nós...
E isto é verdadeiramente assustador.
A boa notícia é que o bem também volta...
E sabe tão bem receber o bem.
Mas como fazer o bem a quem nos faz tanto mal?
Fazendo...
O mal que nos fazem é um problema de quem o faz
O bem que fazemos é semente para o amanhã.
Queremos colher coisas boas
Semeamos coisas boas.
Simples assim.
E o bem pode ser simplesmente
Desejar que aquela pessoa que tanto nos magoou
Seja verdadeiramente feliz.
Se não conseguirem por motivos mais nobres
Desejem-no pelo motivo um pouco egoísta
De que gente verdadeiramente feliz
Tem mais que fazer do que andar a espalhar o mal por aí...


K.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pede um desejo...

Hoje disseram-me:
Pede um desejo...
E hoje, não como ontem, sei a responsabilidade que isso acarreta
E parei
Ponderei...
Será que quero isto?
Hmmm... Sei lá...
Será que quero aquilo?
Pois... Também não sei...
Cheguei à conclusão
Que não sou muito exigente...
Ou até talvez seja.
Porque as únicas coisas que desejo realmente
É ser feliz e estar em paz.
E ser feliz e estar em paz
É saber apreciar o que temos no momento...
Porque o que temos no momento
Foi o que desejámos há algum tempo atrás.
E assim... O meu desejo foi:
Se a minha vida tiver que mudar,
Que mude para muito melhor!


K.

domingo, 8 de junho de 2014

Despertar...

A ideia veio de longe. Mas com a ajuda das redes sociais chegou rapidamente  até nós. Aproveitar o facto de ser o dia dos Oceanos e juntar o máximo de pessoas para limpar uma área perto de nós. Escolhemos a baía do Seixal. Não apareceu tanta gente como esperávamos, mas quem apareceu fez a diferença. Foi um domingo diferente. Com boa disposição, sentido de partilha, e apesar de encontrar-mos o lixo mais bizarro que se possa imaginar, ainda demos umas gargalhadas. Apanhámos sacos e mais sacos de lixo. Embalagens e vidros, roupa interior e até mesmo um piaçaba. (Como raios é que um piaçaba vai parar a um emaranhado de algas e fios de pesca? )
Mas uma situação em particular vai com certeza ficar-me na memória...
Enquanto eu andava a apanhar lixo, houve um senhor que se aproximou de mim, com as mãos nos bolsos, e começou a falar...
- Os senhores andam para aqui a apanhar o lixo, mas depois vêm para aqui "os outros" e sujam tudo outra vez...
- Deixe lá... Enquanto sujam e não sujam, fica limpo...
- É como as pessoas que andam aqui com os cães e deixam os dejectos dos animais por todo o lado...
- Pois...
- O mal das pessoas, é que estão sempre à espera que os outros resolvam os seus problemas...
(Durante esta pequena conversa eu continuei a apanhar lixo e o senhor continuou de mãos nos bolsos)
Aqui parei. Olhei bem nos olhos do senhor e disse-lhe:
- Agora é que o senhor disse tudo...
Ele baixou os olhos, e seguiu o seu caminho, com as mãos nos bolsos...
Eu continuei o que estava a fazer...


K.



segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ao menos tentei...

No caminho para ir buscar a minha pequena à sua actividade desportiva, estava um gato pequeno atropelado na estrada. Parecia morto, e por isso, num gesto de superstição benzi-me. No regresso a casa, o pequeno animal estava de pé, naquilo que parecia uma tentativa desesperada de sair dali. Parei o carro e tentei reunir coragem para lhe ir pegar. Havia sangue por todo o lado, mas mesmo assim o pequeno animal tentava fugir com todas as suas forças. Acabei por levá-la (era uma fêmea) ao veterinário, que fez o que pôde para tentar salvá-la. Não conseguiu. Apesar do corpo quase não apresentar ferimentos, a grande pancada tinha sido na cabeça, e o cérebro não resistiu.
Segundo o Doutor a morte foi quase uma benção.
Resta-me esperar que tenha ido para o céu dos gatos ( se é que existe...)
Por vezes, por mais que tentemos e demos o nosso melhor, as coisas não resultam.
Por vezes deixar morrer é o melhor que podemos fazer, mesmo que custe muito.
Isso não quer dizer que devemos deixar de tentar.
Quer só dizer que tentámos...
E não resultou!
E arranjar força e coragem para tentar outra e outra vez.


K.


P.S. Um profundo agradecimento ao Doutor David e à sua Assistente da Clinica Veterinária VETERARQ de Fernão Ferro. Foram excepcionais.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Prendas?

Quando a minha gata acha que eu preciso mesmo da grande caçada que fez hoje.
Trouxe-me um pássaro que ela caçou, e ficou toda orgulhosa a olhar para mim.
Pareceu-me ler-lhe os pensamentos
( Vê só os grandes feitos de que sou capaz... Toma é para ti...)
Ai Ai...
Obrigada ?!?!?!


K.

Irmãos...

O meu filho do meio entrou e bateu com a porta...
-Então filho que se passa?
-Hoje é um dia de menos sorte ( ele disse a outra palavra, que eu não gosto de repetir ). Não vamos ao McDonald´s e o meu amigo não está em casa.
Como ele estava a gritar e a chorar, acariciei-lhe o rosto, e disse para ele ir para o quarto, para depois falarmos sobre isso.
O mais pequeno foi a correr atrás dele, e passado pouco tempo, regressou e disse:
-Mãe, dá-me qualquer coisa para limpar a cara do mano, porque ele está a chorar...
-Toma, leva um paninho...
-Se calhar é melhor levar uma mantinha...
E a mais velha derreteu-se toda.
E eu senti-me (ainda) mais abençoada!
Obrigada meu Deus, por me achares digna destes tesouros.


K.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sandálias...

Uma senhora que muito estimo trouxe-me umas sandálias brancas. Só as tinha usado uma vez e magoavam-lhe os pés por serem muito altas. Experimentei-as, e também a mim me magoaram. Ao fim de meia hora já não as aguentava. Agradeci, mas disse que realmente não poderia ficar com elas porque me magoavam. Mas com isto lembrei-me que preciso realmente de umas sandálias. O calor está a chegar, e as do ano passado estão impróprias para consumo. Dirigi-me então a uma sapataria para procurar "AS SANDÁLIAS". Digo isto assim, porque tenho uns pés muito esquisitos, que não aguentam umas sandálias quaisquer. Têm que ser "AS SANDÁLIAS". Entrei e deparei-me com um mar de sapatos e sapatinhos. Botas e sandálias. Chinelos e pantufas. Minha nossa... Tanta coisa... Como é que eu vou descobrir "AS SANDÁLIAS" nesta imensidão? Ao fim de algum tempo dei de caras com umas muito bonitas. Quase perfeitas. Na côr, no formato, e pasme-se, até no preço. Mas eram um pouco altas demais para o meu dia a dia, em que tenho que andar muito de um lado para o outro. Continuei à procura, e encontrei estas. Experimentei-as e serviram que nem uma luva. Experimentei andar, correr, saltar, e até mesmo dançar com elas. E consegui. Sem que me doesse absolutamente nada. Por descargo de consciência, resolvi experimentar as outras. As altas. QUE HORROR. Entortavam-me os pés todos, parecia um pato a andar, e nem experimentei mais nada, porque tirei-as mais depressa do que as calcei.
Como em tudo na vida...
Não temos que ficar com alguma coisa só porque nos é oferecida.
Se algo nos magoa ou deforma, não serve para nós, mesmo que seja muito bonito.
E nunca duvidar que vamos achar "A SANDÁLIA" para o nosso pé. Que nos deixe andar, correr, saltar, e até dançar, se é disso que gostamos.
As minhas são perfeitas para mim. Deixam-me fazer tudo, sem me magoar. E ainda foram mais baratas que as outras.
Não são lindas?

K.




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Perdida?

Hoje tive que ir a Moscavide. Que é uma terra que pura e simplesmente não conheço. Já lá fui umas poucas de vezes, mas mesmo assim, perdi-me. E por uma vez não entrei em pânico. Liguei para quem conhece aquela terra melhor que ninguém. E como se estivesse mesmo ao pé de mim guiou-me até onde eu queria ir. Senti-a ali ao pé de mim. Assim, fui directa onde tinha que ir. No caminho de volta, aconteceu-me algo parecido, mas sem me perder. Queria apanhar o eixo Norte Sul, para seguir para a A2 e desviei-me umas quantas vezes para a A12. Porque simplesmente era o que aparecia primeiro.
Até que me foquei. Se quero ir pela A2, não posso estar sempre a virar para a A12. E foi só seguir em frente, apesar da tentação. Logo logo apareceu a indicação para a minha querida A2.
Por vezes, quando o caminho parece difícil, podemos ficar perdidos, ou ter a tentação de nos desviarmos. Mas com um pouco de ajuda, e acima de tudo, persistência, com toda a certeza chegaremos lá.  
 

K.


P.S Obrigada ao meu GPS pessoal. Um beijinho grande para ti, Miss Eagle

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A caixa branca

Tenho uma gigante caixa branca à entrada da minha loja.
E apesar de ser muito útil, nunca gostei de a ver ali, assim tão grande e tão branca.
Surgiu a ideia de aproveitar e pôr ali o logotipo e o número de telefone.
Claro que era uma boa ideia.
E logo me pus à procura de alguém que o fizesse.
Foi uma procura exaustiva, ora era muito caro, ora não me respondiam, ora combinavam o dia do trabalho e simplesmente ninguém aparecia.
Até que desisti.
Pronto, deixa lá a caixa branca como ela é...
Até que alguém me disse:
Estás a ver aquela tua amiga?
Aquela que é um doce de pessoa...
Aquela que é uma artista e faz coisas maravilhosas...
Aquela de quem tu até gostas de ver trabalhar...
Estás a ver?
Porque não lhe pedes a ela?
Pois claro... Como é que não pensei nisso antes?
Pois foi mesmo ela que o fez.
E ficou lindo, digo-vos eu.
Às vezes andamos tanto tempo à procura de algo que está mesmo ao nosso lado.
É uma pena que andemos todos tão distraídos...
Mas também...
Aquilo que tinha que ser...
FOI!!!

K.

P.S. Obrigada Sónia Afonso, pela linda pessoa que tu és. E parabéns pelo magnifico trabalho.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Dizer a verdade...

O desafio proposto era:
Dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade.
E prontamente todos disseram que sim...
Claro que sim. Eu não minto!!!
E até aqui já estão a mentir...
Todos nós já mentimos
Nem que não seja mais nada para poupar o Ego de alguém.
Mesmo que inconscientemente,
Já todos nós dissemos pelo menos uma mentirinha piedosa.
Ledo engano.
Não ajudamos ninguém assim.
Como podemos ajudar alguém a evoluir se lhe afagamos o Ego?
É mais difícil do que parece, dizer sempre a verdade.
Mas torna as coisas muito mais fáceis...
Para toda a gente!


K.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Hoje choveu...

Choveu, e eu gostei...
Como gosto que chova de cada vez que tomo uma decisão.
Sinto que os Céus abençoaram a minha decisão...
Assim, deixo-me ficar enamorada pelo cheiro da terra que lentamente absorve a água.
Quanto mais seca e árida está, mais intenso é o cheiro, e mais eu gosto.
E que vontade me dá de sair para a rua e dançar.
Dançar até que os pés me doam...
E os pés só me doem quando me dói a alma!
E nada como a chuva para curar as dores de alma...


K

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Porque é que teve que ser assim? Porque sim...

1976

Sei que a minha mãe me quis muito. Mesmo muito. Diz ela que fui um milagre. Que ao fim de dois anos a tentar, um dia no metro deu por ela a pedir aos céus o milagre de ficar grávida. Isto com vinte anos... Enfim... Como eu sempre digo, é preciso ter cuidado com aquilo que se pede, porque o mais provável é tornar-se realidade. E lá vim eu responder às suas orações. É do meu feitio, dar aos outros o que eles querem, que muitas vezes não é o que as pessoas realmente precisam, mas isso é outra história, para contar mais adiante... E a vida não me começou muito bem. Nem mesmo na barriga daquela gaiata de dezanove anos. Era mesmo uma miúda. Da aldeia. Franzina. Mas com muito sangue na guelra, ou pêlo na venta, como se diz na terra dela, e na minha, que é a mesma, mais uma história a desenvolver, de onde literalmente fugiu com o respectivo sapo encantado... Príncipe, queria eu dizer...
Ainda hoje não consigo perceber o que uma mulher como a minha mãe viu num homem como o meu pai. Ela cheia de ginete. Ele um paz de alma. Ela poupada, quase sovina, diria eu. Ele um perdulário. Dizem que os opostos se atraem, e deve ter sido isso que aconteceu, para que dois miúdos, ela com dezoito anos e ele com vinte, terem decidido casar e rumar à capital, fugindo assim das respectivas aldeias que ficam onde Judas perdeu as botas.
Dizem que o casamento foi... Diferente... Ele teve dois cabeleireiros a tratar-lhe do cabelo, ela lavou-o e deixou secar ao ar. E na madrugada desse dia estiveram juntos ( com o resto da aldeia ) a apagar um fogo que lavrava as terras que ladeavam a casa dos meus avós. Nem a bravata do meu pai fez com que o meu avô baixasse a guarda pois quando viu o meu pai a  pôr o braço por cima do ombro da minha mãe para comemorar a vitória sobre as chamas, repreendeu-o com uma sapatada. Afinal era a sua benjamim. A sua princesinha.
A minha mãe devia ter percebido que o meu pai não seria um grande marido, e muito menos um grande pai. 

K.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Toma lá... Morangos!!!

Pois é...
É muito bonito falar. E fácil.
Vamos aprendendo isto e aquilo.
E de repente isto e aquilo cai-nos em cima!...
Toma lá morangos!!!
Aguenta-te à bomboca...
E outras expressões que tais.
É do género: é muito bonito o que dizes, mas será que o pões em prática?
Custa. Por vezes custa muito, mesmo.
Mas a sensação de realização fica lá.
Podem crer!
Vale a pena...


K.

domingo, 16 de março de 2014

Será que gostava?

Às vezes gostava...
Gostava de ser de outra maneira.
Gostava de fazer de outra maneira.
Às vezes parece-me que nasci no mundo ou no tempo errado.
E às vezes faço. E às vezes sou.
De outra maneira.
Só para tentar.
Porque a única certeza que tenho é a de que não existem certezas...
E demora pouco tempo até me deixar dessas coisas
Porque até me posso adaptar
Porque até posso tentar moldar-me às circunstâncias
Mas a minha essência está cá
E sempre que tento fugir dela
Acabo vazia, sem nada
E quem me agarra sou eu
Com as minhas taras, com as minhas manias
E é por isso
Somente por isso
Que por vezes tento ser e fazer diferente
Mas volto sempre a mim, mais tarde ou mais cedo
Porque...
Sou mais feliz assim!

K.