Sem saber bem ao que ía, resolvi ir a um workshop de Kizomba e de África Mix, sem saber muito bem que raio seria "África Mix". Mas pronto, até gosto de kizomba e como é sempre bom experimentar coisas novas, lá fui. Mais uma vez pude comprovar que normalmente o que mais nos desilude, é sempre aquilo em que criamos mais espectativas. A parte de Kizomba foi uma autêntica SECA. Resumindo...Tirando um passo malino que não cheguei a entender, tudo o resto eu até já conhecia, e pelos vistos também não importa lá muito conhecer, porque o nosso papel nesta dança, é com o braço do homem bem colocado nas nossas costas, é deixar-mo-nos levar por ele. Até aqui, tudo bem. O pior é que os homens que lá estavam para dançar connosco, e uma vez que também lá estavam para aprender, em vez de um, dir-se-ía terem TRÊS pés esquerdos, e acabei por vir de lá com os meus pés numa lástima.
Agora... Africa mix! Sim senhor!!! Aquilo valeu a pena. Uma breve aprendizagem de danças dos diversos países de África. Uma rota dançante que passou por São Tomé, Guiné, Cabo verde, Angola... Brutal!!! De repente senti que, se tivessemos todos umas sainhas de palha, poderíamos estar a ser filmados para um daqueles documentários do National Geografic ou do Discovery Channel. Braços no ar, saltinhos frenéticos, e vá de roda, vá de roda. Lindo, digo-vos eu. Acreditem se quiserem. Todas as danças têm uma razão de ser, como explicou o sr. professor. O motivo de quase todas elas, é o facto de as mulheres quererem seduzir os homens. Claro... Porque não! Mas tenho a certeza de que se me pusesse a dançar daquela maneira em frente a um homem, a reacção mais provável era que o cavalheiro fugisse a sete pés.
Ficou-me gravada uma em especial. De São Tomé. Chama-se Puíta, e faz lembrar o corridinho, só que mais bamboleado, e com mais salamaleques. Apenas mais uma para seduzir. Pode ser que um dia destes eu tente... NOT!!!
K.