terça-feira, 20 de julho de 2010

Que saudades...

Hoje fui vê-lo... Que saudades!!! Tinha que ser. Já não aguentava mais. O meu companheiro ideal. Umas vezes com um aspecto calmo, outras vezes parece que vai rebentar com qualquer coisa que lhe apareça à frente. De qualquer das maneiras gosto dele. Sei que no primeiro caso posso deixar-me envolver por ele, entregar-me sem receios, e no segundo é melhor manter a distância, esperar que lhe passe a neura. Porque passa. Passa sempre. Porque no seu interior ele é sempre calmo. A rebeldia é só fogo de vista. Umas vezes presenteia-me com a sua plenitude. Já noutras mostra-se mais recolhido. E se quando está no seu esplendor não tenho que me esforçar muito para lhe chegar, quando se recolhe, tenho que andar um pouco mais para o alcançar. Ele volta. Volta sempre. Nunca desaparece. Umas vezes está tão frio que me causa calafrios, e noutras está tão delicioso que não me apetece vir embora. Mas nunca, nunca abdico da sua caricia, do seu toque. Venho sempre melhor. Sabe-me sempre bem. Porque seja como fôr, ele está sempre lá quando preciso dele. Sempre. E isso faz-me sentir segura. 
Tenho quase quase a certeza que se o MAR tivesse um signo astrológico, seria Caranguejo... Como eu!

K.